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O retorno!!!

Queridos amiguinhos, obrigadíssima pelas visitas!!! E justo agora que alguns de vcs me descobriram (nééééé, Ives, Kizy, Yulia, Lucca, Gileno), meu micrinho resolveu surtar e ficar (me deixar) fora do ar quase uma semana inteira.

Pois bem, cá estou, com tantas coisas pra dizer (afinal, depois de toda essa "dieta das letras", imaginem...). Ai. Dá até preguiça.

Pra quem me lê à mais tempo, sabe do maledetto teste pro coro Sinfônico da Osesp. Então. Euzinha, nunca fui tão aplicada, nunca estudei TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANTO solfejo em minha vida, enfim, estava com uma disciplina de fazer desconfiar (hehehehe). Me inscrevi, bla, bla, bla. Aí, sabem o que aconteceu? No dia anterior do primeiro dia dos testes (seriam três dias de tortura), acordei e disse para mim mesma: Nega, desencana desse teste, não vá, não vá, não vá. Liguei lá e cancelei minha inscrição (sim, aquele papelzinho que poderia ser o prenúncio do passaporte para adentrar aquele mundinho asséptico e chato dos cantores-empregados-do-estado. Praticamente mandei a moça rasgar o tal...). Uns amigos foram. Um deles, desistiu na porta da Sala São Paulo, quando viu uma moça gordinha, de vestido verde-esmeralda, com um diapasão na mão e estudando solfejo ali mesmo, e cujo olhar dizia "um dia vou ser Montserrat Caballé"(evidentemente ela estava na porta errada, deveria estar na porta do Theatro Mvnicipal, mas isso são outros quinhentos). Outro, nem sequer fez a primeira prova: ao cantar o vocalise foi interrompido no meio e mandado embora... dos 130 (!) inscritos, quase vinte foram selecionados para a segunda fase, após seus respectivos testes de leitura à primeira vista. O que será que aconteceu com TODOS os outros 110? Será que os cantores desse país não sabem ler música?????? Enfim.

Uma das minhas amigas passou pela primeira prova. Mas nem a deixaram cantar a ária inteira. E se ela NÃO É uma cantora competentíssima, se ela NÃO TEM uma técnica incorrigível, se a voz dela NÃO É maravilhosa, me prendam que então eu devo estar babando verde. Camisa de força em mim.

Resumo da ópera: sabem quantos foram selecionados ao fim de tudo? 2. DOOOOOIS! Sendo que uma das classificadas NUNCA cantou um concerto na vida, é pianista e estuda canto à pouquíssimo tempo. SENHORES: são vossos impostos que pagam por isso. I'M SO SORRY...

 

 

:: Postado por Kajá às 08h18 PM
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Salakadum... desejos.

 

Se eu tivesse uma fada madrinha:

1 - Estar ao lado do meu amor.

2 - Estar ao lado do meu amor - na Ilha Grande.

3 - Já ter ultrapassado todos os estágios naturais de aprendizagem e ser uma exímia mergulhadora.

4 - ter um monte de dinheiros e comprar aquelas maravilhas de equipamentos.

5 - Perder - ou melhor, não tê-los - os quilinhos que sobram.

6 - Estar ao lado do meu amor.

7 - idem.

8 - idem ibidem

(resumo: Tô é padecendo de saudades!!!)

:: Postado por Kajá às 07h53 PM
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Saudade

Mande notícias do mundo de lá

Diz quem fica

Me dê um abraço venha me apertar

Tô chegando

Coisa que gosto é poder partir sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem

A vida se repete na estação

Tem gente que chega pra ficar

Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai querer ficar

Tem gente que veio só olhar

Tem gente a sorrir e a chorar

E assim chegar e partir

São só dois lados da mesma viagem

O trem que chega

É o mesmo trem da partida

A hora do encontro é também despedida

A plataforma dessa estação

É a vida desse meu lugar

É a vida desse meu lugar, é a vida...

 Image number: rbcm_12

 

Vontade de fazer as malas e correr pra lá!

:: Postado por Kajá às 11h17 PM
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...talvez eu devesse fazer um estágio de sereia lá pras bandas de Maresias, hehehehehe...

:: Postado por Kajá às 02h44 PM
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Mar, misterioso mar...

... meu amor voltou a viver à beira-mar. Ai, que inveja! Acabo de crer que preciso me casar!

 

:: Postado por Kajá às 02h36 PM
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Diving

Hoje comecei a realizar meu sonho de estar de volta ao universo de onde vim: o mar. Marlins e tubarões, me aguardem!

 

 

 

 

:: Postado por Kajá às 03h50 PM
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Tempo

Por seres tão inventivo

E pareceres contínuo

Tempo tempo tempo tempo

És um dos deuses mais lindos

Tempo tempo tempo tempo

 

Image number: 200028025-001

 

 

 

 



:: Postado por Kajá às 11h30 PM
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Mães...

Aniversário de mãe, que é a coisa mais linda, mesmo que ela seja chata, dominadora, intrusa, mandona, implicante, ciumenta, ou qualquer outra coisa que ela possa ser. Mãe é dádiva divina.

Feliz niver, minha pequenina!

Image number: 200117989-001

:: Postado por Kajá às 10h31 PM
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Faxinas...

...aproveitando a faxina da casa, hoje estou fazendo uma faxina na alma. Concluindo coisas...

A gente leva cada susto quando tira conclusões sobre as pessoas!

:: Postado por Kajá às 12h32 PM
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Os pavões do Niger

Photo: African Lion

 (foto de Carol Beckwith, 1983)

Sou apaixonada por esse povo: os Wodaabe do Niger. Eles se pintam e se vestem de modo altamente  requintado para o yaake,­ uma celebração dançante de sorrisos e virar de olhos de graciosidade e encanto masculinos. Nessa cerimônia, eles se mostram para serem escolhidos pelas pretendentes - sim, lá as mulheres literalmente "vão à feira" para escolher seus maridos. Eu escolheria um por lá, feliz da vida!

 

Image number: ec5788-001

(foto de Carol Beckwith, 1983)

 

 

:: Postado por Kajá às 09h57 PM
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O Poeta Inventa Viagem, Retorno e Morre de Saudade - I

Se for possível, manda-me dizer:

- É lua cheia. A casa está vazia -

Manda-me dizer, e o paraíso

Há de ficar mais perto, e mais recente

Me há de parecer teu rosto incerto.

Manda-me buscar se tens o dia

Tão longo como a noite. Se é verdade

Que sem mim só vês monotonia.

E se te lembras do brilho das marés

De alguns peixes rosados

Numas águas

E dos meus pés molhados, manda-me dizer:

- É lua nova -

E revestida de luz te volto a ver.

(Júbilo Memória Noviciado da Paixão(1974) 

 

É, Hilda. Com você, se foi toda uma época. Os chás aos domingos, fazer cafuné nos seus cães (saudades da Qüinca!), falar de ETs e vozes do além. Viver a Paulona, meu outro eu que vc inventou. Ou descobriu. Vá, e deixe essa gente medíocre se estapeando por um momento de fama.

:: Postado por Kajá às 04h55 PM
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céus...

em plena crise pra decidir: vou ou não???

Good Vs Evil 





:: Postado por Kajá às 04h40 PM
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Mazelas de vida de artista...

... a gente sempre sofre com a quase inexistência de trabalhos "regulares", com carteira assinada, décimo terceiro, férias e o escambau. Aí, quando pinta uma oportunidade, a gente questiona se é isso mesmo que quer. Explico: o Coral da Osesp abriu concurso. Ah, que lindo, que top de carreira. Blah, claro que não é nada disso. Nem de longe é o meu sonho de consumo trabalhar num coro enooorme, esquema industrial de música, fazendo um  repertório que não é exatamente o que eu aprecio e tenciono fazer. Mas a segurança financeira, ah, essa cretina, é que me pôe essa dúvida. Hoje é último dia pra se increver. Vou ou não? Hamlet, me ilumine!!!        

:: Postado por Kajá às 09h37 AM
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Meu peito não é de silicone...

 

Image number: MD000723

...mas a vedação da banheira, é. Ou, pelo menos, agora é. Meus deuses, se a gente pensar em respirar perto de alguém que faça serviços gerais (essas prosaicas atividades que tentam manter a casa funcionando: trocar uma torneira, desentupir o fogão, limpar as calhas), já morrem muitas dezenas de nosso chocho dinheirinho "Real". Aí, a heroína aqui RESOLVEU atacar de "faça-você-mesma" a vedação da banheira. Troquei todo o rejunte, e de repente me descobri competentíssima no assunto: mo-le-za fazer isso. Mas o silicone, ah, o silicone! Melequentíssimo, e com um cheiro de matar até defunto já frio. Ou ressuscitá-lo, dependendo da gravidade da causa mortis e da quantidade de silicone aplicada. Sabe aqueles caras que montam aquários? Pois é. Passei a ter um profundo respeito por eles.

:: Postado por Kajá às 10h44 AM
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E, aqui, o monólogo mais maravilhoso que, creio eu, Vinícius de Moraes já escreveu... em "Orfeu da conceição", 1960:

 

 

Namorada!
Vai bem depressa. Deus te leve. Aqui
Ficam os meus restos a esperar por ti
Que dás vida!

(Eurídice atira-lhe um beijo e sai).

Mulher mais adorada!
Agora que não estás, deixa que rompa
O meu peito em soluços! Te enrustiste
Em minha vida; e cada hora que passa
E' mais porque te amar, a hora derrama
O seu óleo de amor, em mim, amada...
E sabes de uma coisa? cada vez
Que o sofrimento vem, essa saudade
De estar perto, se longe, ou estar mais perto
Se perto, - que é que eu sei! essa agonia
De viver fraco, o peito extravasado
O mel correndo; essa incapacidade
De me sentir mais eu, Orfeu; tudo isso
Que é bem capaz de confundir o espírito
De um homem - nada disso tem importância
Quando tu chegas com essa charla antiga
Esse contentamento, essa harmonia
Esse corpo! e me dizes essas coisas
Que me dão essa fôrça, essa coragem
Esse orgulho de rei. Ah, minha Eurídice
Meu verso, meu silêncio, minha música!
Nunca fujas de mim! sem ti sou nada
Sou coisa sem razão, jogada, sou
Pedra rolada. Orfeu menos Eurídice...
Coisa incompreensível! A existência
Sem ti é como olhar para um relógio
Só com o ponteiro dos minutos. Tu
És a hora, és o que dá sentido
E direção ao tempo, minha amiga
Mais querida! Qual mãe, qual pai, qual nada!
A beleza da vida és tu, amada
Milhões amada! Ah! criatura! quem
Poderia pensar que Orfeu: Orfeu
Cujo violão é a vida da cidade
E cuja fala, como o vento à flor
Despetala as mulheres - que êle, Orfeu
Ficasse assim rendido aos teus encantos!
Mulata, pele escura, dente branco
Vai teu caminho que eu vou te seguindo
No pensamento e aqui me deixo rente
Quando voltares, pela lua cheia
Para os braços sem fim do teu amigo!
Vai tua vida, pássaro contente
Vai tua vida que eu estarei contigo!

 

 

Simplesmente maravilhoso...

:: Postado por Kajá às 04h53 PM
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As Bacantes, seguidoras de Dioníso, desdenhadas, ofendidas com a fidelidade de Orfeu à amada desaparecida, a quem ele busca perdido em soluços de saudade, atiraram-se contra ele numa noite e esquartejaram o seu corpo. Mesmo quando atiraram a sua cabeça decepada ao rio Hebrus, ele continuou a chamar por Eurídice

Mas as Musas, a quem o músico tão fielmente servira, recolheram os seus despojos e sepultaram-nos ao pé do Olimpo.

A sua cabeça e a sua lira, jogou-as a correnteza na praia da Ilha de Lesbos, de onde foram piedosamente recolhidas e guardadas. A lira foi colocada no céu e tornou-se a constelação da Lira.

Passando ao mundo dos mortos, Orfeu reuniu-se a Eurídice e com ela passou a viver, no reino das sombras.

 

:: Postado por Kajá às 04h45 PM
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 Orfeu passou pelo reino das sombras até chegar à região mais profunda de Hades onde estava o trono de Plutão e Perséfone.  

Acompanhando as suas palavras pelo som da lira, ele cantou a sua dor pela perda da mulher. Estava decidido a não voltar sem ela. Cantou uma melodia tão doce que os próprios deuses começaram a chorar. Quase todas as atividades no Hades pararam. Pela primeira vez, as faces das Fúrias cobriram-se de lágrimas. Perséfone não conseguiu conter a sua emoção e até Plutão cedeu.

Foi permitido a Orfeu levar Eurídice. Essa permissão tinha uma condição: que Orfeu em hipótese alguma visse a amada até eles abandonarem o Reino dos Mortos.

 

Com essa promessa em mente, ele seguiu caminho através dos horrores de Hades. Eurídice seguia atrás, coxeando e lamentando-se de que ele já não a amava, porque não a olhava, nem lhe dava a mão. 

Quando chegou ao ar livre, Orfeu não conseguiu resistir e olhou para trás para ver se ela o seguia. Ao fazer isso, ele viu Euridice ser puxada para a escuridão do Hades, esticando os braços na sua direcção e chamando-o tristemente com a sua doce voz. Depois desapareceu e as portas de Hades fecharam-se para sempre atrás dela.  

Em desespero, Orfeu abandonou a companhia humana e vagou pelas selvas, tocando para pedras, árvores e rios.

:: Postado por Kajá às 04h44 PM
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Mito de Orfeu

 

Orfeu era poeta e músico, filho da musa Calíope e de Apolo, deus da música. Recebeu de seu pai uma lira, que aperfeiçoou e tornou-se um músico tão competente que não havia nenhum mortal capaz de ser melhor do que ele. Quando Orfeu tocava e cantava, movia todos os seres animados e inanimados. A sua música encantava árvores e pedras, domesticava animais selvagens e até mesmo os rios mudavam o seu curso na direcção da música do jovem.

 

Eurídice era uma das Dríades, as ninfas da floresta, a mais bela entre as mais belas. Depois de voltar de uma expedição à Cólchida, Orfeu rapidamente se apaixonou por ela e, um pouco graças ao som mágico da sua lira, Eurídice apaixonou-se por ele também. Eles se casaram. 

Logo após o casamento, o pastor Aristeu, fascinado pela beleza de Eurídice, cego de paixão, perseguiu-a, para a roubar para si.Como fugisse Eurídice à perseguição amorosa, não viu uma serpente oculta na espessura da relva, e por ela foi picada. Eurídice morreu e foi conduzida ao Hades. 

Desde então, Orfeu procurou em vão consolar a sua pena enchendo as montanhas da Trácia com os sons da lira que lhe dera Apolo. Mas nada podia mitigar-lhe a dor e a lembrança de Eurídice perseguia-o a todas as horas. Orfeu, desesperado, cantou em todos os lugares para deuses e humanos, mas de nada valeu.

 

Assim, ele resolveu procurar a sua mulher no país dos mortos.

:: Postado por Kajá às 04h43 PM
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Caixa de Pandora  (isso foi "roubado" do Gileno... é dele o outro blog "Caixa de Pandora"... roubei mesmo, porque adorei... a quem interessar possa, vale a pena... vá dar um passeio por lá, vai!)

     Diz antiga lenda grega, que Zeus ao destruir os deuses que dominavam o mundo, deparou-se com Prometeu que deles descendia e que acabara de moldar em argila imagens semelhantes aos seus antepassados e após receber o sopro divino da deusa Atená, originou a espécie humana.
     Zeus, irritado com a presença dos humanos na Terra, já que não fora ele quem os criara, negou-lhes a utilização do fogo. Prometeu, às escondidas, entregou-lhes tal presente como um grande segredo da natureza.
     Como vingança, Zeus mandou-lhe Pandora, uma belíssima virgem, mas ausente de alma humana, portando uma caixa contendo inúmeros males.
     Epimeteu, irmão de Prometeu, não sabendo da vingança de Zeus, recebeu com carinho a linda Pandora e ao abrir tal caixa, espalhou todos os seus males sobre a Terra.
     A partir de tal data, os homens passaram a conhecer todos os vícios e males que os assolam, sentindo na desesperança a grande sustentação da existência humana.
     Inicialmente cumpre ressaltar, que o mito da criação humana sem o desejo da concepção vai ao encontro da citada lenda grega e também da história narrada pelo antigo testamento, quando o prazer do encontro carnal entre o homem e a mulher ocasionou a expulsão de ambos do paraíso.
    Talvez esse seja o grande mal da caixa de Pandora, acreditar que o prazer da união entre um homem e uma mulher seja sua própria destruição. Ou indo além, a existência humana é o calabouço que esconde seu próprio fim, pelo simples fato de existir, já que a morte do homem é inevitável.
     Essa visão restrita da caixa de Pandora, na verdade apenas leva a uma interpretação mesquinha da existência da humanidade, já que isola o homem e a mulher na concepção do prazer desassociado do acasalamento humano.
     Por outro lado, se o mal maior for a destruição da humanidade pela sua própria existência, temos que as culturas humanas levam ao desejo final de que o apocalipse é o grande objetivo do homem.
     Talvez aí resida a irracionalidade humana. O berço das idéias preconcebidas.
     Nesse início de século, com algumas culturas humanas vivendo a Era das Estrelas, ao passo que outras ainda vivem na Era das Cavernas, estamos todos nos deparando com os contrastes no modo e maneira de viver, inclusive com o acesso ao fogo outorgado por Prometeu.
     O presente de Prometeu foi dado a toda humanidade, sendo que esta, no decorrer de sua existência acabou por concentrá-lo nas mãos de alguns em detrimento de outros, o que ocasionou a distribuição generalizada dos males da caixa de Pandora.
     Caminhar rumo à evolução humana é saber reconhecer as diferentes culturas como nossa maior dádiva, como nosso maior tesouro, respeitando-o como o verdadeiro presente de Prometeu. E a caixa de Pandora, na verdade guarda apenas a inveja de Zeus, sua própria intolerância com nossa existência, que é maior que seu pequeno desejo apocalíptico de final da humanidade.

:: Postado por Kajá às 04h08 PM
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Image number: wkt056

:: Postado por Kajá às 09h56 PM
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